A Comissão Global de Política sobre Drogas dará uma conferência de imprensa ao vivo e uma teleconferência quinta-feira (2), no Hotel Waldorf Astoria, em Nova York, para lançar um novo relatório que descreve a guerra contra as drogas como um fracasso e exige uma mudança de paradigma nas políticas mundiais sobre drogas.
A Comissão é um grupo de líderes de alto nível que defende mudanças profundas na forma como a sociedade lida com as drogas ilícitas - tais como a descriminalização e a experimentação com a regulamentação legal. O diretor executivo da organização mundial de defesa AVAAZ, com seus nove milhões de membros em todo o mundo, vai apresentar uma petição pública em apoio às recomendações da Comissão Mundial que será entregue ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
Assim como a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), a Comissão Global de Política sobre Drogas foi construída a partir da experiência bem-sucedida da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, criada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso do Brasil, César Gaviria da Colômbia e Ernesto Zedillo do México.
No Brasil, a CBDD serve como difusora das ideias da Comissão Global, já que compartilham do mesmo ideal em buscar políticas de drogas mais eficientes que a atual. A CBDD se reunirá em breve no Rio de Janeiro para estudar o conteúdo do relatório que será lançado na próxima quinta-feira e posicionar-se conjuntamente a respeito.
Membros da Comissão
Kofi Annan, ex secretário-geral das Nações Unidas, Gana
Louise Arbour, ex-alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, presidente do International Crisis Group, Canadá
Richard Branson, empresário, defensor de causas sociais, fundador do Virgin Group, um dos fundadores da organização The Elders, Reino Unido
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil
Marion Caspers-Merk, ex-secretária de Estado do Ministério Federal Alemão de Saúde
Maria Cattaui, membro do conselho Petroplus Holdings, ex-secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, na Suíça
Ruth Dreifuss, ex-presidente da Suíça e Ministra da Administração Interna
Carlos Fuentes, escritor e intelectual, México
César Gaviria, ex-presidente da Colômbia
Asma Jahangir, ativista dos Direitos Humanos, relatora rspecial sobre a execuções arbitrárias, sumárias e extrajudiciais, Paquistão
Michel Kazatchkine, diretor-executivo do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, França
Mario Vargas Llosa, escritor e intelectual, Peru
George Papandreou, primeiro-ministro da Grécia
George P. Shultz, ex-secretário de Estado, Estados Unidos (presidente honorário)
Javier Solana, ex-alto representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança Comum, Espanha
Thorvald Stoltenberg, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Noruega
Paul Volcker, ex-presidente do FED, Banco Central dos Estados Unidos e do Conselho de Recuperação Econômica
John Whitehead, banqueiro e funcionário público, presidente da Fundação World Trade Center Memorial, Estados Unidos
Ernesto Zedillo, ex-presidente do México
FONTE: Comunidade Segura
Opa, muito boa a matéria, tem como disponibilizar o link da tranmissão ao vivo na quinta-feira?
ResponderExcluirANgelO LoPes - Coordenador do CLPP - Belém
gostaria de colaborar com esta ONG e deixo meu testemunho de experiências com a maconha.
ResponderExcluirTenho 42 amos, perdi meu pai aos 16 anos, vitima de conflito MST no RJ, porem meu pai usuário assumido de maconha, de vitima foi tratado marginal pela autoridade local. Para eles quem havia morrido era um maconheiro. Sofri a lembrança amarga de não poder ter feito nada pelo meu doce e honroso pai, nossa familia foi ameaçada a calar-se e fugi o quanto pude das drogas, pela marginalidade que ela infringe ao usuário, e não exatamente pelo mal que ela fazia e que eu não via. Me formei, me profissionalizei, sou chefe de familia e aos 35 anos numa reviravolta da vida, passei a consumir a maconha e sou usuária ate hoje, apesar de reconhecer o mal cognitivo da maconha, com a droga tratei minha ansiedade e ela me trouxe alegria e bem estar num momento de dor e angustia, e até hoje me mantém sexualmente ativa apesar da perda de libido que o cancer de mama traz a maioria das mulheres.
Não consigo parar e tenho horror em admitir meu vicio, meu filho ja sabe porque nao consegui parar e optei em não mentir para ele, aproveitei para contar-lhe num excelente trabalho escolar sobre os efeitos das drogas no organismo, e alertei meu filho sobre as dificuldades que o usuário enfrenta, falando da minha própria experiência e das inúmeras vezes que prometi parar porque não queria magoa-lo e da sinceridade de não ter conseguido. Felizmente meu filho me compreendeu, e disse tudo bem mãe, saiba que eu não gosto e não pretendo usar NUNCA, mas a maioria dos meus amigos fumam e isso é muito normal na zona sul.
Desejo que meu filho nã tenha a mesma experiêencia da mãe e do avõ e mantenha sua mente alerta e com todo o seu potencial neurologico. Meu filho estuda em colégio tradicional, é um judoca competitivo e dedicado, vive normalmente com as drogas bem próxima dele nos diversos lugares que frequenta como a maioria dos jovens. Como usuária acabei me relacionando com outros usuários, num nível social que ninguém imagina, ou seja de desempregado a drs admirados. Meu filho tem razão afinal esse enorme consumo e enorme guerra é sinal de que tem muita gente envolvida mesmo, e todos na maioria na surdina, na contramão desta admiravel Comissão Global de política contra drogas.
Minha filha tem 11, em breve terei que conversar com ela sobre este tema mais profundamente como fiz com meu filho, desejo ainda conseguir parar. Será que consigo? Será que ela vai me compreender?
Ah se pudessemos tratar das drogas sem hipocrisia e pudessemos tratar também dos ignorantes que se soubessem da minha condição desreipeitariam meus filhos como desreipeitaram a familia do meu pai há 40 anos atrás.
Siga em frente FHC, te admiro muito!!!!
iasmimsatuficury@gmail.com
eu vou degolar sa suas gargantas
ResponderExcluir